
MULHERES, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO: Lutas, cotidiano e práxis coletiva
Keyla Morales de Lima Garcia
Resumo
Este livro discute as relações entre educação, trabalho e vida das mulheres a partir do materialismo histórico-dialético. Analisa como a divisão sexual do trabalho distribui desigualmente o tempo, o acesso ao conhecimento e as possibilidades de participação social, tornando pouco visíveis atividades indispensáveis à vida cotidiana e à formação de outras pessoas. Examina a educação de meninas e mulheres, as dificuldades de permanência nos estudos e as disputas por reconhecimento e autoria. Em diálogo com pesquisas acadêmicas e experiências situadas, aborda práticas formativas construídas por mulheres no teatro político, nas arpilleras, nas místicas, na literatura, na dança e em grupos de comunicação e leitura. Argumenta que essas práticas podem ampliar conhecimentos, expressão e organização coletiva, mas dependem de condições materiais e da partilha do trabalho necessário para mantê-las. Ao reunir lutas e conquistas em diferentes territórios, o livro defende o direito das mulheres de estudar, ensinar, criar, decidir e dispor do próprio tempo.
Palavras-chave
- Educação
- Divisão sexual do trabalho
- Formação
- coletividade
- Práxis
7.347 palavras