
Sonetos, relicário da fantasia
Daniel Marin
Resumo
A arte molda o mundo! E ao moldar o mundo à arte molda o ser humano, é um processo cíclico, pode-se dizer. O ser humano que como parte do mundo, age sobre ele e dá sua feição. Ele “cria” a arte para seu deleite e prazer, além da necessidade de se “comunicar” com o cosmo e com ele mesmo, sob uma égide individualista também. A poesia é a arte suprema, a primeira arte no âmbito do fértil pensamento humano. As demais são decorrentes dela. A poesia em forma de prosa foi à fagulha genitora do desenrolar da literatura mitológica que moldou o próprio processo civilizacional da sociedade humana, e consequentemente formou o ideário da arte escultórica e da música por exemplo. Até porque a arte é a verdade que pertence ao universo da fantasia. O Soneto foi criado, pelo poeta italiano Giacomo da Lentini (1210-1260), e foi popularizado pelo poeta e humanista igualmente italiano Francesco Petrarca (1304 – 1374) às portas da renascença, onde ensejava torná-lo a “forma perfeita” de se fazer poesia. Nesta obra se apresenta um verdadeiro ínterim de Sonetos que falam da vida, do amor, da solidão, de sentimentalidades, do cosmo e do existencialismo humano.
Palavras-chave
- cultura
- humanidade
- literatura
- soneto
6.796 palavras